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Colorindo o mundo! Muitos desenhos para colorir ou imprimir



As férias terminaram. Praia, parque, circo... ou mesmo dormir até tarde e ver TV adoidado. Mochila nas costas, fazer novos amigos e rever os de longa data, novos professores, pesquisa, trabalhos e provas. Sim, as aulas estão recomeçando, pessoal! E entre as milhares de possibilidades que você, aluno ou professor, encontrará neste Blog, está essa galeria: colorir. Um incentivo para que consigamos colorir também todo o ano letivo, com muito entusiasmo, dinamismo, aulas nada metódicas e altamente interessantes! Especialmente dedicada aos professores das séries iniciais do Ensino Fundamental, aqui estão dicas de inúmeros sites e mesmo inúmeros desenhos. Bom Trabalho! E Boa Volta às Aulas, hein?
(Liza)
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Dicionário de Carioquês! Dicionário de termos usados pelo carioca!

Dicionário de Carioquês




1. Advérbio de lugar ("A parada está por aê).
2. Vocativo genérico ("Aê, tu viu a parada?).
3. [pô ] Partícula composta iniciadora de frase ("Pô aê, sei lá, bro").

Arroz
(do fenício) aquele que só acompanha. Sujeito que vive rodeado de
mulheres, tem muitas amigas, é doido pra ficar com todas e não pega uma
sequer. Sin. Arame-liso (cerca mas não machuca); mestre-sala
(dança em volta, apresenta pra todo mundo mas não encosta e não deixa
ninguém encostar); Mosca de padaria (tá sempre sobrevoando a guloseima e
tomando tapa)

Bagaray
[adv.] v. Pacaraio.

Boiola
[adj.] Homossexual masculino; gay; bicha; baitôla, viadinho.

Bolado
adj. Condição de incompreensão momentânea ou preocupação em
qualquer nível.

Bonde
1. Ônibus.
2. Galera, turma.

Bucha
Indivíduo com marra de malandro mas que não passa de um tremendo prego;
nas antigas era chamado de malandro coca-cola (só dar um sacode que ele
perde o gás).

Cabaço
Sujeito trapalhão ("Tu viu que merda? Esse cara é mó cabação!")

Caralho
1. Interjeição ("Caralho!").
2. [pa-] Advérbio de intensidade ("Em São Leopoldo estava frio pacaraio.").

Chabí
1. [ttk] v. boiola

Chatuba
Ato de esculhambar, avacalhar e perder a linha da forma mais sacana
possível ("Eu vou chatubar nesse Enecom!").

Coé
Aglutinação de qual é ("Coé, sangue?").

Conto
Unidade monetária sem plural ("Essa parada custa 10 conto").

Filé
1. Mulher muito atraente, com um shape invejável.
2. Fisioterapeuta do Romário e do Ronaldinho.

Filhadaputa
1. Interjeição genérica de descontentamento. Pode ser usada após qualquer
acontecimento desagradável e/ou inesperado.
2. ! Adjetivo utitizado para humilhar, xingar, ofender aqueles que
merecem.
Ver fura-olho e juiz de futebol.

Foda
1. Qualificação indicativa de dificuldade ("Aquela parada é foda!"). 2.
Qualificação positiva indicando algo muito bom ("Aquela parada é
foda!").
3. Qualificação que indica algo impressionante ("Aquela parada é
foda!").

Fura-olho
[adj.] Fala-se do indivíduo que, incapaz de conseguir realizar o coito,
vive de impedir o sucesso alheio. Ver filhodaputa.

Goiaba
[adj.] Diz-se do indivíduo distraído, aéreo, que viaja sozinho, em
goiabices. Goiabar - [verb. int.] Ato ou ação de estar goiaba ("Estava
lá sentado, olhando para o céu, goiabando").

Irado
1. Qualificação positiva relacionada a um fato, ocorrência ou objeto ("O
Enecom na Unisinos foi irado!").

Lance
1. V. parada.
2. Substância líquida usada como entorpecente, exclusive bebida
alcoólica.

Maluco
Cara; sujeito; indivíduo ("Eu não conheço aquele maluco"; "Estava com uns
malucos da faculdade").

Mané
Otário; vacilão; prego; sujeito que pisa na bola.

Massa
Macarrão e similares. Não confundir com "maneiro", paulista mané!

Maneiro - Show de bola; maneiríssimo; paulista mané gosta de chamar de
massa".

Mel
1. Bebida alcoólica artesanal fabricada com cachaça e mel; melzinho.
2.[Ter mel] Qualidade de atrair a atenção sentimental e/ou hormonal de
fêmeas ("Aquele maluco tem mel"); v. pica-doce.
3. [malandrês] Sangue ("Levou um soco nos córneos e começou a escorrer
mel do nariz").

Mermão (masculino)
1. Aglutinação de meu irmão ("Aí, mermão, que parada é essa?")


Aglutinação de maior ("Ih, coé? Mó! otário. Aê!").

Na mão do palhaço
[Termo composto] Diz-se da condição das pessoas entorpecidas, não
importa com qual substâncias ("Virou dez copos de pinga e agora está na mão
do
palhaço").

Parada
Substantivo genérico ("Que parada é essa?", "Esqueci aquela parada em
casa", "Preciso fazer uma parada").

Paraíba
Indivíduo nascido ou residente acima do paralelo que passa por Copacabana.

Peidão
Covarde, frouxo, borra-botas.

Péla-saco
1. Pessoa chata; piegas.
2. Puxa-saco; baba-ovo; rabiola.
3. V. arroz.

Perdeu a linha- [Termo composto] Fala-se do indivíduo que cometeu um ato
inconseqüente/insensato ("Perdeu a linha e virou seis doses de tequila
em meia hora" "Perdeu a linha e foi o centro das atenções na festa da
empresa").

Pica-doce - [sin. Doce, pikachu]
1. Cara pegador.
2. Sujeito pra quem muitas mulheres dão mole.
3. Cara que arranja mulher sem tomar uma atitude.

Pipoqueiro
Qualidade aplicada ao indivíduo que costuma pipocar, v. peidão.

Popozuda - [adj.] Expressão dos morros cariocas que contaminou o país.
Fala-se da mulher que possui uma região glútea avantajada e/ou
excessivamente acolchoada.

Porra
1. Interjeição ("Porra!").
2. Advérbio de intensidade ("Em São Leopoldo estava um frio da porra!").

3. Substantivo indefinido ("Que porra é essa?").
4. [sa] Pronome pessoal da 3ª pessoa do singular ("Ele fica me
arrozando...ah, não aguento mais saporra!) Em biologia, saporra é a mulher
do sapo.

Porrada
1. Coletivo genérico (multidão - uma porrada de gente; matilha - uma porrada
de cachorros)
2. Sin. pacaraio.

Prego
[adj.] v. mané.

Puto
1. [adj.] qualifica um sujeito extremamente vacilão.
2. Unidade monetária ("Só eu que não ganho um puto" - Bingo da
Amizade;Hermes e Renato).

Sacode
1. Ato caracterizado por várias pessoas se juntando para encher de
porrada uma única.

Sangue
Redução de sangue-bom; pessoa legal; gente boa; agradável; maneira.
Tchola (tchôla) v. boiola; baitola.

Tu
Terceira pessoa do singular dos pronomes pessoais do caso reto ("Tu viu",
"Tu faz", "Tu é").

Zero-bala - Renovado; pronto pra outra ("Tava de porre ontem, mas agora
estou zero-bala.").
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Citações Interessantes! Frases interessantes!

(Fernando Pessoa)

Nasce o ideal da nossa consciência da imperfeição da vida. Tantos, portanto, serão os ideais possíveis, quantos forem os modos por que é possível ter a vida por imperfeita. A cada modo de a ter por imperfeita corresponderá, por contraste e semelhança, um conceito de perfeição. É a esse conceito de perfeição que se dá o nome de ideal.
Por muitas que pareça que devem ser as maneiras por que se pode ter a vida por imperfeita, elas são, fundamentalmente, apenas três. Com efeito, há só três conceitos possíveis de imperfeição, e, portanto, da perfeição que se lhe opõe. (Fernando Pessoa)


Nem todos podem tirar um curso superior. Mas todos podem ter respeito, alta escala de valores e as qualidades de espirito que são a verdadeira riqueza de qualquer pessoa
Autor: Montapert , Alfred

Aquele a quem a palavra não educar, também o pau não educará
Autor: Sócrates

A educação é um processo social, é desenvolvimento. Não é a preparação para a vida, é a própria vida
Autor: Dewey , John

A educação é para a alma o que a escultura é para um bloco de mármore
Autor: Addison , Joseph

A educação tem raízes amargas, mas os seus frutos são doces
Autor: Aristóteles

A educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida
Autor: Séneca

A educação pública nunca resolve o difícil problema do desenvolvimento simultâneo do corpo e da inteligência
Autor: Balzac , Honoré de

A educação desenvolve as faculdades, mas não as cria
Autor: Voltaire

Não posso ensinar a falar a quem não se esforça por falar
Fonte: "Confúcio e o Humanismo Chinês" Autor: Confúcio

Quem pode, age. Quem não pode, ensina
Fonte: "Máximas Para Revolucionários" Autor: Shaw , Bernard

As nossas escolas ensinam a moral feudal corrompida pelo comércio e oferecem como modelo de homens ilustres e que tiveram sucesso o militar conquistador, o barão ladrão e o explorador
Fonte: "Regresso a Matusalém" Autor: Shaw , Bernard

A educação é uma coisa admirável, mas é bom recordar que nada do que vale a pena saber pode ser ensinado
Autor: Wilde , Oscar

São muitos os que usam a régua, mas poucos os inspirados
Autor: Platão

Um mestre que ensina na sua escola trinta ou quarenta crianças consegue fazer de todas elas pessoas capazes de pensar? Não. Por isso considero as escolas instituições perniciosas
Fonte: "Ideias" Autor: Multatuli

A educação do homem começa no momento do seu nascimento; antes de falar, antes de entender, já se instrui
Fonte: "Emílio" Autor: Rousseau , Jean Jacques

Só se é curioso na proporção de quanto se é instruído
Fonte: "Emílio" Autor: Rousseau , Jean Jacques

Ousarei expor aqui a mais importante, a maior, a mais útil regra de toda a educação? É não ganhar tempo, mas perdê-lo
Fonte: "Emílio" Autor: Rousseau , Jean Jacques

Nunca se conseguirá ser sábio se primeiro não se foi traquinas
Fonte: "Emílio" Autor: Rousseau , Jean Jacques

Tudo está na educação. O pêssego dantes era uma amêndoa amarga; a couve-flor não é mais do que uma couve que andou na universidade
Autor: Twain , Mark

A boa educação consiste em esconder o bem que pensamos de nós próprios e o pouco bem que pensamos dos outros
Fonte: "Cadernos" Autor: Twain , Mark

Quando a árvore é pequena, o jardineiro orienta-a como quer. Mas quando a árvore cresceu, já não pode re-orientar as suas curvas e sinuosidades
Fonte: "Primeiros Poetas Persas" Autor: Shakur , Abu

Talvez o tempo te ponha na sua escola pois não terás melhor professor que ele
Fonte: "Primeiros Poetas Persas" Autor: Shakur , Abu

A revelação é para o género humano o que a educação é para o indivíduo
Fonte: "A Educação do Género Humano" Autor: Lessing , Gotthold

Eduque-o como quiser; de qualquer maneira há-de educá-lo mal
Autor: Freud , Sigmund

Não é com os livros que se deve ensinar, é com a memória e com a razão
Autor: Sand , George

Toda a educação assenta nestes dois princípios: primeiro repelir o assalto fogoso das crianças ignorantes à verdade e depois iniciar as crianças humilhadas na mentira, de modo insensível e progressivo
Fonte: "Contos" Autor: Kafka , Franz

É o modo como as pessoas consideram o roubo da maçã que faz da criança o que ela é
Fonte: "Aner Clute" Autor: Masters , Edgar

Todo o homem recebe duas espécies de educação: a que lhe é dada pelos outros, e, muito mais importante, a que ele dá a si mesmo
Autor: Gibbon , Edward


Toda a educação se reduz a estes dois ensinamentos: aprender a suportar a injustiça e aprender a suportar o aborrecimento
Fonte: "Carta" Autor: Galiani , Ferdinando

É por isso que se mandam as crianças à escola: não tanto para que aprendam alguma coisa, mas para que se habituem a estar calmas e sentadas e a cumprir escrupulosamente o que se lhes ordena, de modo que depois não pensem mesmo que têm de pôr em prática as suas ideias
Autor: Kant , Emmanuel

É no problema da educação que assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade
Autor: Kant , Emmanuel

A escola da experiência é a mais educativa
Autor: Molière , Jean

A educação é inimiga da sabedoria, porque a educação torna necessárias muitas coisas das quais, para sermos sábios, nos deveríamos ver livres
Autor: Pirandello , Luigi

Não pensem que um ser humano possa ser muito diferente de outro. A verdade é que fica com vantagem quem tiver sido formado na escola mais rude
Fonte: "A Guerra do Peloponeso" Autor: Tucídedes

Para as crianças, educação é o mestre-escola; para os jovens é o poeta
Fonte: "As Rãs" Autor: Aristófanes

É preciso uma vida longa para ultrapassar as sequelas da educação
Fonte: "Beladona" Autor: Greshoff , Jan

Interrogar é ensinar
Fonte: "A Retirada dos Dez Mil" Autor: Xenofonte

A educação seria a arte de parecer inofensivo
Fonte: "Il nostro tempo e la speranza" Autor: Alvaro , Corrado


A boa educação não está tanto no facto de não derramar molho sobre a toalha de mesa, mas em não perceber se outra pessoa o faz
Autor: Tchekhov , Anton

Não pode haver educação onde não há discrição
Fonte: "Dom Quixote" Autor: Cervantes , Miguel

Um homem é capaz de gastar um milhão de moedas para casar uma filha, mas não sabe gastar cem mil para instruí-la
Fonte: "A Grande Ciência Para As Mulheres" Autor: Ekiken , Kaibara

O mestre disse: Por natureza, os homens são próximos; a educação é que os afasta
Fonte: "Os Colóquios" Autor: Confúcio

A orientação inicial que alguém recebe da educação também marca a sua conduta ulterior
Fonte: "A República" Autor: Platão

Tudo o que é enraizado e congénito pode ser atenuado pela educação, mas não vencido
Fonte: "Cartas a Lucílio" Autor: Séneca

Educação é aquilo que a maior parte das pessoas recebe, muitos transmitem e poucos possuem
Fonte: "Pro Domo et Mundo" Autor: Kraus , Karl

Na verdade, o cuidado e a despesa dos nossos pais visam apenas enriquecer as nossas cabeças com ciência; quanto ao juízo e à virtude, as novidades são poucas
Fonte: "Ensaios" Autor: Montaigne , Michel de

A educação de um povo pode ser julgada, antes de mais nada, pelo comportamento que ele mostra na rua. Onde encontrares falta de educação nas ruas, encontrarás o mesmo nas casas
Fonte: "Cuore" Autor: Amicis , Edmondo

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Dicionário Online da Língua Portuguesa

Um excelente dicionário da Língua Portuguesa e totalmente online, ou seja, você digita sua pesquisa e obtém a resposta exata, na hora!



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Biografia e obras de Machado de Assis

Machado de Assis, gênio da Literatura Brasileira.
Acervo de livros em:
Acervo de Obras Machado de Assis_Clique Aqui!




Nome:
Machado de Assis
Nascimento:
21/06/1839
Natural:
Rio de Janeiro – RJ
Morte:
29/09/1908

Machado de Assis

(…) Assim são as páginas da vida,
como dizia meu filho quando fazia versos,
e acrescentava que as páginas vão
passando umas sobre as outras,
esquecidas apenas lidas.

“Suje-se Gordo!”

Joaquim Maria Machado de Assis, cronista, contista, dramaturgo, jornalista, poeta, novelista, romancista, crítico e ensaísta, nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 21 de junho de 1839. Filho de um operário mestiço de negro e português, Francisco José de Assis, e de D. Maria Leopoldina Machado de Assis, aquele que viria a tornar-se o maior escritor do país e um mestre da língua, perde a mãe muito cedo e é criado pela madrasta, Maria Inês, também mulata, que se dedica ao menino e o matricula na escola pública, única que freqüentará o autodidata Machado de Assis.
De saúde frágil, epilético, gago, sabe-se pouco de sua infância e início da juventude. Criado no morro do Livramento, consta que ajudava a missa na igreja da Lampadosa. Com a morte do pai, em 1851, Maria Inês, à época morando em São Cristóvão, emprega-se como doceira num colégio do bairro, e Machadinho, como era chamado, torna-se vendedor de doces. No colégio tem contato com professores e alunos e é até provável que assistisse às aulas nas ocasiões em que não estava trabalhando.
Mesmo sem ter acesso a cursos regulares, empenhou-se em aprender. Consta que, em São Cristóvão, conheceu uma senhora francesa, proprietária de uma padaria, cujo forneiro lhe deu as primeiras lições de Francês. Contava, também, com a proteção da madrinha D. Maria José de Mendonça Barroso, viúva do Brigadeiro e Senador do Império Bento Barroso Pereira, proprietária da Quinta do Livramento, onde foram agregados seus pais.
Aos 16 anos, publica em 12-01-1855 seu primeiro trabalho literário, o poema “Ela”, na revistaMarmota Fluminense, de Francisco de Paula Brito. A Livraria Paula Brito acolhia novos talentos da época, tendo publicado o citado poema e feito de Machado de Assis seu colaborador efetivo.
Com 17 anos, consegue emprego como aprendiz de tipógrafo na Imprensa Nacional, e começa a escrever durante o tempo livre. Conhece o então diretor do órgão, Manuel Antônio de Almeida, autor de Memórias de um sargento de milícias, que se torna seu protetor.
Em 1858 volta à Livraria Paula Brito, como revisor e colaborador da Marmota, e ali integra-se à sociedade lítero-humorística Petalógica, fundada por Paula Brito. Lá constrói o seu círculo de amigos, do qual faziam parte Joaquim Manoel de Macedo, Manoel Antônio de Almeida, José de Alencar e Gonçalves Dias.
Começa a publicar obras românticas e, em 1859, era revisor e colaborava com o jornal Correio Mercantil. Em 1860, a convite de Quintino Bocaiúva, passa a fazer parte da redação do jornalDiário do Rio de Janeiro. Além desse, escrevia também para a revista O Espelho (como crítico teatral, inicialmente), A Semana Ilustrada(onde, além do nome, usava o pseudônimo de Dr. Semana) e Jornal das Famílias.
Seu primeiro livro foi impresso em 1861, com o título Queda que as mulheres têm para os tolos,onde aparece como tradutor. No ano de 1862 era censor teatral, cargo que não rendia qualquer remuneração, mas o possibilitava a ter acesso livre aos teatros. Nessa época, passa a colaborar em O Futuro, órgão sob a direção do irmão de sua futura esposa, Faustino Xavier de Novais.
Publica seu primeiro livro de poesias em 1864, sob o título de Crisálidas.
Em 1867, é nomeado ajudante do diretor de publicação do Diário Oficial.
Agosto de 1869 marca a data da morte de seu amigo Faustino Xavier de Novais, e, menos de três meses depois, em 12 de novembro de 1869, casa-se com Carolina Augusta Xavier de Novais.
Nessa época, o escritor era um típico homem de letras brasileiro bem sucedido, confortavelmente amparado por um cargo público e por um casamento feliz que durou 35 anos. D. Carolina, mulher culta, apresenta Machado aos clássicos portugueses e a vários autores da língua inglesa.
Sua união foi feliz, mas sem filhos. A morte de sua esposa, em 1904, é uma sentida perda, tendo o marido dedicado à falecida o soneto Carolina, que a celebrizou.
Seu primeiro romance, Ressurreição, foi publicado em 1872. Com a nomeação para o cargo de primeiro oficial da Secretaria de Estado do Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, estabiliza-se na carreira burocrática que seria o seu principal meio de subsistência durante toda sua vida.
No O Globo de então (1874), jornal de Quintino Bocaiúva, começa a publicar em folhetins o romance A mão e a luva. Escreveu crônicas, contos, poesias e romances para as revistas O Cruzeiro, A Estação e Revista Brasileira.
Sua primeira peça teatral é encenada no Imperial Teatro Dom Pedro II em junho de 1880, escrita especialmente para a comemoração do tricentenário de Camões, em festividades programadas pelo Real Gabinete Português de Leitura.
Na Gazeta de Notícias, no período de 1881 a 1897, publica aquelas que foram consideradas suas melhores crônicas.
Em 1881, com a posse como ministro interino da Agricultura, Comércio Obras Públicas do poeta Pedro Luís Pereira de Sousa, Machado assume o cargo de oficial de gabinete.
Publica, nesse ano, um livro extremamente original , pouco convencional para o estilo da época:Memórias Póstumas de Brás Cubas — que foi considerado, juntamente com O Mulato, de Aluísio de Azevedo, o marco do realismo na literatura brasileira.
Extraordinário contista, publica Papéis Avulsos em 1882, Histórias sem data (1884), Vária Histórias (1896), Páginas Recolhidas (1889), e Relíquias da casa velha (1906).
Torna-se diretor da Diretoria do Comércio no Ministério em que servia, no ano de 1889.
Grande amigo do escritor paraense José Veríssimo, que dirigia a Revista Brasileira, em sua redação promoviam reuniões os intelectuais que se identificaram com a idéia de Lúcio de Mendonça de criar uma Academia Brasileira de Letras. Machado desde o princípio apoiou a idéia e compareceu às reuniões preparatórias e, no dia 28 de janeiro de 1897, quando se instalou a Academia, foi eleito presidente da instituição, cargo que ocupou até sua morte, ocorrida no Rio de Janeiro em 29 de setembro de 1908. Sua oração fúnebre foi proferida pelo acadêmico Rui Barbosa.
É o fundador da cadeira nº. 23, e escolheu o nome de José de Alencar, seu grande amigo, para ser seu patrono.
Por sua importância, a Academia Brasileira de Letras passou a ser chamada de Casa de Machado de Assis.
Dizem os críticos que Machado era “urbano, aristocrata, cosmopolita, reservado e cínico, ignorou questões sociais como a independência do Brasil e a abolição da escravatura. Passou ao longe do nacionalismo, tendo ambientado suas histórias sempre no Rio, como se não houvesse outro lugar. … A galeria de tipos e personagens que criou revela o autor como um mestre da observação psicológica. … Sua obra divide-se em duas fases, uma romântica e outra parnasiano-realista, quando desenvolveu inconfundível estilo desiludido, sarcástico e amargo. O domínio da linguagem é sutil e o estilo é preciso, reticente. O humor pessimista e a complexidade do pensamento, além da desconfiança na razão (no seu sentido cartesiano e iluminista), fazem com que se afaste de seus contemporâneos.”
BIBLIOGRAFIA:
Comédia
Desencantos, 1861.
Tu, só tu, puro amor, 1881.
Poesia
Crisálidas, 1864.
Falenas, 1870.
Americanas, 1875.
Poesias completas, 1901.
Romance
Ressurreição, 1872.
A mão e a luva, 1874.
Helena, 1876.
Iaiá Garcia, 1878.
Memórias Póstumas de Brás Cubas, 1881.
Quincas Borba, 1891.
Dom Casmurro, 1899.
Esaú Jacó, 1904.
Memorial de Aires, 1908.
Conto:
Contos Fluminenses,1870.
Histórias da meia-noite, 1873.
Papéis avulsos, 1882.
Histórias sem data, 1884.
Várias histórias, 1896.
Páginas recolhidas, 1899.
Relíquias de casa velha, 1906.
Teatro
Queda que as mulheres têm para os tolos, 1861
Desencantos, 1861
Hoje avental, amanhã luva, 1861.
O caminho da porta, 1862.
O protocolo, 1862.
Quase ministro, 1863.
Os deuses de casaca, 1865.
Tu, só tu, puro amor, 1881.
Algumas obras póstumas
Crítica, 1910.
Teatro coligido, 1910.
Outras relíquias, 1921.
Correspondência, 1932.
A semana, 1914/1937.
Páginas escolhidas, 1921.
Novas relíquias, 1932.
Crônicas, 1937.
Contos Fluminenses – 2º. volume, 1937.
Crítica literária, 1937.
Crítica teatral, 1937.
Histórias românticas, 1937.
Páginas esquecidas, 1939.
Casa velha, 1944.
Diálogos e reflexões de um relojoeiro, 1956.
Crônicas de Lélio, 1958.
Conto de escola, 2002.
Antologias
Obras completas (31 volumes), 1936.
Contos e crônicas, 1958.
Contos esparsos, 1966.
Contos: Uma Antologia (02 volumes), 1998
Em 1975, a Comissão Machado de Assis, instituída pelo Ministério da Educação e Cultura, organizou e publicou as Edições críticas de obras de Machado de Assis, em 15 volumes.
Seus trabalhos são constantemente republicados, em diversos idiomas, tendo ocorrido a adaptação de alguns textos para o cinema e a televisão.
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Livros infantis de domínio público para baixar


Título
Autor
Fonte
Formato
Tam. Arquivo
Acessos
1 .A borboleta azulLenira Almeida Heck[eu] Editora Univates.pdf4,94 MB444.767
2 .A Bruxa e o CaldeirãoJosé Leon Machado[pv] Projecto Vercial.pdf537,14 KB287.624
3 .Amanda e os NanorobôsEliú Quintiliano[ea] Edição do Autor.pdf946,70 KB27.028
4 .Chuva e solAdelina Lopes Vieira[wk] Wikipédia, a enciclopédia livre.pdf33,82 KB104.646
5 .Conto ou não conto?Abel Sidney[ea] Edição do Autor.pdf650,61 KB71.302
6 .Dom QuixoteAdelina Lopes Vieira[wk] Wikipédia, a enciclopédia livre.pdf38,76 KB95.124
7 .Eu que vi, eu que viDevison Amorim do Nascimento[ea] Edição do Autor.pdf262,58 KB40.144
8 .Histórias da AvózinhaAlberto Figueiredo Pimentel[bn] Fundação Biblioteca Nacional.pdf360,41 KB128.023
9 .Histórias que acabam aquiMaria Teresa Lobato Fernandes Pereira Lopes[ea] Edição do Autor.pdf490,80 KB76.011
10 .MeiguiceAdelina Lopes Vieira[wk] Wikipédia, a enciclopédia livre.pdf36,01 KB41.249
11 .Não se perde nada à mesaAdelina Lopes Vieira[wk] Wikipédia, a enciclopédia livre.pdf31,33 KB42.206
12 .No reino das letras felizesLenira Almeida Heck[eu] Editora Univates.pdf3,60 MB156.891
13 .O galo Tião e a dinda RaposaLenira Almeida Heck[eu] Editora Univates.pdf2,25 MB127.010
14 .O galo Tião e a vaca MalhadaLenira Almeida Heck[eu] Editora Univates.pdf2,61 MB100.670
15 .O leão PraxedesTarcisio Lage[ea] Edição do Autor.pdf1.005,62 KB27.583
16 .O mistério do anel de pérolaLenira Almeida Heck[eu] Editora Univates.pdf3,23 MB40.712
17 .O pacto maldito e outras histórias de morteJosé Cláudio da Silva[ea] Edição do Autor.pdf804,51 KB24.475
18 .O peixinho e o gatoLenira Almeida Heck[eu] Editora Univates.pdf2,25 MB228.462
19 .O ramo verdeAdelina Lopes Vieira[wk] Wikipédia, a enciclopédia livre.pdf35,54 KB44.561
20 .O ratinho Rói-RóiLenira Almeida Heck[eu] Editora Univates.pdf1,92 MB43.327
21 .Pai, posso dar um soco nele?José Cláudio da Silva[ea] Edição do Autor.pdf619,78 KB85.223




Fonte: Dominio Publico

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