Cadastre seu e-mail para receber novidades!

facebook twitter gplus pinterest rss

8

11 de Agosto - Dia do estudante! Texto, música e vídeo!




Oração do estudante
Senhor, eu sou estudante, e por sinal, inteligente. Prova isto o fato de eu estar aqui, conversando com você. Obrigado pelo dom da inteligência e pela possibilidade de estudar. Mas, como você sabe, Cristo, a vida de estudante nem sempre é fácil. A rotina cansa e o aprender exige uma série de renúncias: o meu cinema, o meu jogo preferido, os meus passeios, e também alguns programas de TV . Eu sei que preparo hoje o meu amanhã. Por isso lhe peço, Senhor, ajuda-me a ser bom estudante. Dê-me coragem e entusiasmo para recomeçar a cada dia. Abençoe a mim, a minha turma e os meus professores. Amém.
Milton Nascimento - Coracao De Estudante - clique aqui    Trilha em homenagem ao estudante  Sou estudante  
O dia do Estudante é comemorado no dia 11 de Agosto. No mesmo dia, no ano de 1827, D. Pedro I criou no Brasil os dois primeiros cursos de ciências jurídicas e sociais do país: um em São Paulo e o outro em Olinda. Antes da criação dos mesmos, todos que apresentavam interesse em compreender melhor o universo das leis tinham que se deslocar até Coimbra, Portugal, onde se situava a faculdade mais próxima. Na cidade de São Paulo, o curso acabou sendo acolhido pelo Convento São Francisco, um edifício de taipa construído por volta do século XVII.
Cem anos após os cursos de direito terem sido criados, Celso Gand Ley propôs que a data fosse escolhida para homenagear todos os estudantes. Representa também uma ocasião favorável para se refletir sobre o acesso à educação e sua qualidade.
Por Patrícia Lopes Equipe Brasil Escola
***
Memórias... De uma estudante
Se não em todos os dias, ao menos nesse, a escola deveria promover um dia diferente. Uma gincana com perguntas e respostas interessantes (nada maçante) e divertidas sobre assuntos do interesse dos estudantes, apresentações teatrais pequenas e não-ensaiadas, onde eles pudessem expor sentimentos, idéias, emoções, por exemplo: seria interessante que os alunos mais desinibidos pudessem declamar uma poesia, cantar uma música em público., tocar um instrumento, apresentar uma coreografia ou dança etc. Momentos como "Descobrindo talentos", onde eles pudessem mostrar o que fazem fora da sala de aula, quem são, expressar talentos variados ou mesmo o "Momento A palavra é sua, estudante", onde pudessem expor idéias, opiniões sobre o mundo, a vida, a família, a escola etc. Também é válido que os pais compareçam. Se fazemos o contrário no dia das mães e pais, por que não fazer o mesmo no dia do estudante? Os pais podem, inclusive, participar com aquilo que gostam ou sabem fazer. O importante é que seja um dia diferente, sem as tradicionais e cansativas aulas. E peço desculpas aos professores (graças a Deus, existem!) que ousam fazer diferente! Estive pensando sobre os momentos mais marcantes, na Escola, fazendo uma volta no tempo e descobri uma coisa: alguns momentos ficaram eternizados em minhas lembranças, assim como alguns professores! De forma positiva ou negativa, lembro-me de alguns fatos como se tivessem ocorrido ainda ontem! Um dia na Classe de Alfabetização, quando a professora Fátima (Eu tinha apenas 6 anos de idade e lembro-me dela, do nome, rosto e até dos trejeitos! rs) nos chamou à janela da sala e disse: Vejam, crianças, que lindo! É um arco-íris! E todos corremos à janela, curiosos. Começamos a querer sair da sala para ver melhor e ela não brigou! Abriu a porta e todos fomos ao pátio. Ficamos lá, apontando para o céu, sorrindo, felizes! Esse foi o primeiro arco-íris da minha vida, mas o que marcou foi a atitude da professora. O interessante é que não consigo me recordar das lições com tanta nitidez. Lembro-me das personagens, Olavo, Moema e Diva...rsrs, mas não das sílabas, da leitura. Fico pensando que a professora Fátima conseguiu fazer com que o processo de letramento (àquela época bastante tradicional) fosse algo leve. De certa forma, ela conseguiu não nos massacrar com decorebas, fez com que a leitura fosse algo leve e bonito. Recordo-me que eu tinha verdadeiro horror a ficar de castigo em pé atrás da porta (era esse o castigo para quem fazia algo de errado ou não prestava atenção, brigava, andava na sala). Lembro-me do recreio e do meu refrigerante preferido: mineirinho (não é comercial, eu só gostava disso, rsrsr), lembro-me dos bancos de concreto, em círculos, onde sentávamos nos horários de recreação. Marcantes assim vieram outros momentos e professores, como o Professor Geraldo, de Química, que fazia com que a Química inteira virasse uma enorme brincadeira! E nós aprendíamos as fórmulas, elementos e cadeias sem nem perceber, que figura! Levou-nos ao Jardim Botânico e ao IML, para assistirmos a uma autópsia. Que figura! A professora de Literatura que fazia todos gelarem ao entrar na sala. Ela (no ensino médio) simplesmente ditava oralmente quase trinta palavras e nós escrevíamos. Enquanto isso, adiantava: Se errar, vai pagar vinte! (pagar vinte era copiar vinte vezes a palavra que errou...rs) e pasmem! Copiávamos! E pasmem mais ainda! Ela olhava todas as anotações e cadernos, com os olhos sobre os óculos de leitura, olhar severo aquele. Às vezes brincava... Mas as brincadeiras estavam ligadas à nossa formação e tinham um certo ar sério de quem teme perder a autoridade. Custou, mas comecei a perceber sua real intenção e hoje, toda vez que pego num dicionário ou aprendo um termo novo, lembro-me de Maria José Barbosa. Nunca me esqueci do nome e da pergunta:"Trouxeram o dicionário?" - e passávamos à etapa seguinte: encontrar no dicionário o significado de todas as palavras ditadas anteriormente. Issso em todas as nossas aulas de Língua Portuguesa! Fazíamos cartazes com as palavras e seus significados e espalhávamos pela escola, escrevíamos redações imensas e a cena me vem à memória tão clara, tão nítida: a professora Zezé Barbosa de pé, lá na frente, pedindo aos "mancebos mais fortes" (ela gostava de ósculo ao invés de beijo srsr) que colocassem 5 cadeiras à frente. Então, de 5 em 5, éramos convocados a ler nossas redações, sentados à frente da turma. Com o tempo, comecei a me acostumar e a ler com mais naturalidade, mas passei dias difíceis em que ir para a aula de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira era um verdadeiro tormento! E não parava por aí: tínhamos cadernos de caligrafia no ensino médio, durante todas as aulas deste ser único, exemplar...rs. Sim, nossos cadernos de caligrafia eram a constante tarefa de casa, algo tão vital quanto respirar! E ela conferia, nao pensem que não! Conferia se a letra batia com as linhas, marcava de vermelho, rabiscava. Preciso terminar dizendo que no dia da Formatura ela foi a professora mais homenageada pela turma. Chorou conosco, com o dicionário em punho, ralhou com quem não fez a tarefa (ela chamava assim), olhou por cima dos óculos e de cara feia porque os trabalhos de pesquisas sobre os gêneros literários estavam atrasados e os cartazes com os significados não saíram no dia marcado. Mas marcou uma etapa em que aprendemos a lutar, aprendemos a superar nossos limites, era como se eu tivesse que transpor um alto muro, sempre que a aula começava. E conseguimos! Estávamos ali e tínhamos um certo traquejo com a língua, herança mais rica que ela nos deixou: ensinou que a palavra era instrumento e precisava ser usada! Mas para isso, precisávamos aprender a manejá-la bem. Essa mulher brava e exigente deixou muita saudade e uma herança cultural incrível. A seu modo, mas fez. Ela não desistiu de um grupo de adolescentes meio rebeldes que não gostava da palavra dicionário. Fez com que, ao final do ano letivo, todos nós tivéssemos mania de palavra nova e novas definições. Para muito além do simples emprego dos porquês, fez com que tivéssemos muitos porquês na alma, fôssemos seres que acreditávamos. E nós começamos a crer em nós mesmos. E quando a professora de Física adentrava a sala, enchia todo o quadro de intermináveis cálculos de deslocamento e velocidade dos corpos, ainda estávamos mergulhados em palavras e textos, em caligrafias e redações. Professora Vera terminava calmamente de passar os exercícios, sentava-se à frente e permanecia calada, distante. Ela tinha um olhar verde-água distante, que habitava outros lugares enquanto sentados, muito quietos, resolvíamos os exercícios. E respondia calmamente às perguntas, sempre com um ar de "isso é tão simples para você". Acabávamos acreditando! Mas, mergulhados nos cálculos, ainda estávamos habitando as tramas secretas de nossas próximas redações! E cometeria um enorme equívoco se deixasse de citar em minhas memórias a mestra Lucy Ruas. Sequer consigo nomeá-la professora, ela passou longe disso. Suas aulas não eram aulas, eram uma dádiva. Cursando Letras e tão enternecida quanto a grande amiga de curso Célia Regina, eu a escutava embevecida, enquanto citava Monteiro Lobato, passava por Gregório de Mattos e fazia com que viajássemos nos sermões de Vieira. Que viagem! Ela falava com alma, seus olhos brilhavam, dava detalhes e sempre pedia nossa opinião e queria ouvir o que pensávamos. Suas provas? Não sei se eram provas, ela não estava nos testando, eram todas discursivas e tenho a convicção de que ela queria apenas que devolvêssemos uma idéia do que conseguimos criar a partir do material que ela nos levou a conhecer. Sabe, até a voz consigo ouvir ainda hoje. Ela eternizou a literatura brasileira em nossa vida. Depois dela, apenas um professor conseguiu tal feito, marcar assim. Ele falava de Clarice Lispector como alguém que está na sala ao lado. Começamos a amar contos e crônicas, a gostar de ouvir poesia. Sempre sorrindo, otimista, alegre, contrariando todas as expectativas do professor mal reconhecido ou mal assalariado. Professor Marco deixava sempre a impressão de que a aula tinha sido curta demais! Ninguém olhava o relógio, ninguém queria sequer sair para o corredor. Foram momentos memoráveis! Extrema a sabedoria daquele homem, a paixão com que citava nossos grandes autores, sim, isso define o termo e lembra Augusto Cury: ele tinha paixão por educar. Mais interessante que as lembranças é o fato de que elas são meticulosamente selecionadas pelo nosso cérebro. Algumas simplesmente apagamos e outras são ainda tão vivas! No entanto, como professora que sou, preciso analisar e reconhecer que, se para mim mesma, enquanto estudante, os momentos mais marcantes foram os diferentes e inusitados e todas as lembranças de lugares-comuns foram sumariamente deletadas, acredito que, na aprendizagem, isto também ocorra! E não digo aí nenhuma novidade, visto que o discurso da aprendizagem significativa permeia todos os discursos sobre aprendizagem atuais. Reitero, comprovo com minha própria experiência: aprendizagem ocorre onde há significado, onde há criatividade, imaginaçao, diferença. Aprendizagem feita no lugar comum é fraca, difícil e dá a sensação de se estar empurrando sozinho um caminhão cheio de pedras! Ele não irá sair do lugar! Aprendizagem se dá onde há alegria e vontade de aprender. E aprender precisa diferir de decorar porque aprender ainda é mágico, é muito bom saber! E se conseguirmos mostar aos alunos o quanto é bom descobrir, estaremos aumentando seu campo de visão e de ação sobre o mundo. Esses mesmos alunos e estudantes que formarão a sociedade do amanhã. Parece frase de comercial, mas é a realidade, eles estarão aqui quando nós já tivermos nos despedido. Então, vamos tratá-los com mais dignidade, aumentando as chances que este mundo tem de melhorar. Pare e pense: Se as pessoas que formarão o mundo de amanhã estão nas suas mãos, professor, meu caro, você tem o mundo nas mãos! Ouse fazer com que este mundo tenha pensamentos e atitudes diferentes daqueles que você desaprova pelos formadores desta sociedade atual! (Liza)
Esta postagem pertence ao Espaço Educar.
Se você copiar, dê os créditos.

8 comentários :

  1. Olá,adorei o seu blog e por isso quero propor a parceria através de links.O que você acha?
    Responda em http://escuteseusolhos.blogspot.com
    Abraço

    ResponderExcluir
  2. Obrigada pela ajuda! Você é um anjinho por compartilhar seu conhecimento conosco!

    Abraços, Michelle

    ResponderExcluir
  3. Obrigada por compartilhar seu conhecimento conosco, isso só demonstra que vc é iluminada por Deus.

    ResponderExcluir
  4. Olá, amei seu blog e as suas atividades, gostaria de está sempre em contato com vc.

    ResponderExcluir
  5. Olá, Van!!!!
    Obrigada pelo seu carinho.
    Para mantermos contato basta vc utilizar o email espacoeducarliza@yahoo.com.br ok?
    Responderei com prazer!
    Beijo de luz!!

    ResponderExcluir
  6. Que maravilha Liza!!
    Não conhecia seu espaço, mas confesso que fui lendo seu texto e me emocionando com suas memórias de estudante. Memórias essas que também me fizeram recordar dos instantes mágicos que passamos neste espaço, antes de tudo, de formação de sujeitos que é a Escola.
    Sou Psicóloga Clínica e Escolar e desejarei aplicar uma de suas ideias aqui no Colégio em que trabalho, pelo menos levarei como uma bela sugestão para apreciação da equipe. garanto que citarei a fonte e que terás outros apreciadores de seu espaço.
    Mais uma vez parabéns e também coloco-me à disposição para futuros contatos. Abraços, Lidiane Araújo
    lidianearaujo@gmail.com

    ResponderExcluir
  7. Meu nome é Verônica, sou professora em Corumbá/MS. E estou escrevendo para parabenizar a todos os responsáveis e colaboradores pelo ambiente, adorei!! Bem diversificado, mas escrevo principalmente para dizer que adorei a"Memórias... De uma estudante" da Lisa, muito lindo e é por essas pequenas pérolas de nossa existência como professor!

    ResponderExcluir

É muito bom quando você comenta. Assim, posso saber do que você precisa e conhecer a sua opinião sobre o nosso trabalho. Obrigada!

Copyright © ESPAÇO EDUCAR |
Design by Liza | Tecnologia do Blogger