Marchinhas de Carnaval para animar a turma!

É uma boa idéia ensaiar as marchinhas com a turma, trabalhar o texto das mesmas ou  realizar atividades diversas, como interpretação, confecção de fantasias e máscaras, confecção de instrumentos musicais, formação do bloco carnavalesco da turminha,  redação e criação de marchinhas pela própria turma, ensaio das coreografias etc.

Como corrigir os erros dos alunos com o objetivo de ajudá-los a avançar


Meus errinhos
A poesia Os meus errinhos de Pedro Bandeira nos faz refletir
 sobre nossa postura diante de nossas crianças.


Está bem, eu confesso que errei. 
Eu errei, está bem, me dê zero!
Me dê bronca, castigo, conselho. 
Mas eu tenho o direito de errar.

Só o que eu peço é que saibam que eu necessito errar. 
Se eu não errar vez por outra, 
como é que eu vou aprender. 
Como se faz pra acertar?

Pais, professores, adultos
também já erraram à vontade, 
já fizeram sujeira e borrão. 
Ou vai dizer que a borracha
surgiu só nesta geração?


Vocês, que errando aprenderam,
ouçam o que eu tenho a falar: 
Se até hoje cometem seus erros, 
só as crianças não podem errar?

Concordem, eu estou aprendendo. 
Comparem meus erros com os seus. 
Se já cometeram os seus erros,
deixem-me agora com os meus! 

Mais respeito, Eu sou criança!
Os meus errinhos Pedro Bandeira Ed. Moderna p. 17


***

A reportagem abaixo foi retirada da Revista Nova Escola, 
pois a achei interessantíssima ao abordar o tema. 
Por Beatriz Santomauro

     Você aplica uma prova, estabelece critérios para a correção,
 soma o valor de cada questão, atribui uma nota final, 
comunica o resultado à turma e... O que vem depois? Se 
a opção for seguir adiante com novos conteúdos, a avaliação
 não terá cumprido boa parte de seu papel. A riqueza de
 informações obtidas com base nas provas permite ao professor
 entender em que estágio de desenvolvimento o grupo se encontra. 
Para os estudantes, é um bom momento para rever os erros
 e avançar naquilo que ainda não foi, de fato, aprendido.
 "Faz toda a diferença analisar as dimensões dos equívocos.
 Isso auxilia na indicação daquilo em que cada um precisa evoluir
 e como trabalhar para alcançar melhoras", explica 
Jussara Hoffmann, consultora de avaliação e professora
 aposentada da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). 

     Para aproveitar essa oportunidade ao máximo,
 o primeiro passo é organizar as informações 
a serem interpretadas. Anote num diário
 os dados sobre o desempenho de cada aluno,
 tomando o cuidado de dividir os erros por categorias. 
Ao fazer isso, você conseguirá um panorama dos problemas
 mais recorrentes. Já é possível começar a planejar a ação.

     
Alguns erros, mesmo que sejam individuais,
 interessam a todos 




A forma de atuar depende do número de estudantes com dificuldade 
e do tipo de equívoco. Se 90% da sala não conseguir resolver uma
 das questões, por exemplo, você provavelmente vai precisar retomá-la 
com toda a turma. Algumas vezes, entretanto, mesmo um deslize 
cometido só por um aluno também pode ser debatido. Levá-lo ao 
quadro é a chance de trocar opiniões não apenas para mostrar onde
 ele ocorre mas também para iluminar alguns aspectos do conteúdo 
que, no momento da explicação original, podem não ter sido mencionados.
 Essa abordagem costuma ser muito produtiva quando se consideram
 os chamados "erros construtivos", aqueles que revelam hipóteses
 de resolução. É o que ocorre, por exemplo, quando os pequenos 
escrevem 1004 para registrar o número 104 (o que indica que se
 apoiam na fala - "cento e quatro" - para cumprir a tarefa) ou colocam 
na sequência os números 1, 2, 3 e 4 para mostrar que possuem 
quatro objetos (o que aponta a necessidade de recorrer a uma
 marca para cada objeto). 



Atenção aos erros genericamente designados como de desinteresse:
 eles podem indicar que o aluno não sabe o que fazer diante das 
tarefas apresentadas. Uma prova em branco, por exemplo, 
pode tanto significar que o estudante "não está nem aí" para o 
que foi tratado como indicar a incompreensão da proposta feita. 
Para diferenciar um do outro, o caminho é uma conversa direta 
sobre as razões que levaram àquela situação. Entendê-las norteia
 o encaminhamento que deve ser realizado: debater estratégias
 para que o aluno não se desconcentre ou propor novos exercícios
 e situações-problema para reforçar a compreensão.     


O que os erros revelam 


Três respostas para a mesma questão, o que elas mostram
 sobre o raciocínio do aluno e como avançar 



Resolva o seguinte problema: 
Um artesão consegue produzir 15 ovos de Páscoa de 1 quilo e 
20 ovos de 500 gramas por dia. Ele recebeu a encomenda de uma
 loja e vai ter que fazer 1.620 ovos de 1 quilo. Em quantos dias 
ele consegue fazer essa entrega? 



Resolução 1 

Tipo de erro 
Interpretação do enunciado O problema tem muitos dados 
e o aluno consegue selecionar quais deve usar e quais deve descartar.
 A dificuldade ocorre na hora de traduzir o que pede o 
problema para a linguagem própria da Matemática: ele usa
 a multiplicação em vez da divisão.






Encaminhamento 

Analise o contexto do enunciado: o que o artesão deve fazer? Se
 produzir um pouco a cada dia, como saber o total? E, se souber
 o total e a produção diária, como descobrir o número de dias
 necessários para atender ao pedido?



Resolução 2

Tipo de erro 

Desconhecimento do conteúdo A criança não seleciona os 
dados que levam à resposta nem utiliza a operação correta. 
Em vez disso, relaciona todas as informações numéricas do
 enunciado com o procedimento que, provavelmente, lhe 
parece mais familiar (a soma).



Encaminhamento 

Proponha que a classe explique onde está o erro - dividir partes
 do dividendo (16 por 15, 12 por 15 etc.) e não ele todo. Quando
 se tenta dividir 16 por 15, a multiplicação por 100 fica escondida
 (pois 1.600 = 16 X 100) e não pode ser desconsiderada no resultado.



BIBLIOGRAFIA

Jogo do Contrário em Avaliação, Jussara Hoffmann, 192 págs., Ed. Mediação,
 tel. (51) 3330-8105


***

Vídeo: Erros no aprendizado da linguagem escrita:

Para visitar o canal e assistir, clique em:





SUGESTÕES DE ATIVIDADES A PARTIR
 DO TEXTO "MEUS ERRINHOS", 



DE PEDRO BANDEIRA:



(Clique para ampliar as imagens)










Leitura precisa começar antes dos 10 anos de idade.

LEITURA TEM QUE COMEÇAR ANTES DOS 10 ANOS
(Daniela Falcão, Folha de São Paulo)



     Você sabia que começar a ler antes dos 10 anos de idade contribui para o desenvolvimento do cérebro? Pesquisas científiccas revelam que a leitura é um caminho eficiente par o desenvolvimento cerebral:

     Crianças que nunca ouviram histórias ou que não desenvolveram o hábito de leitura até os 10 anos perdem a chance de enriquecer as áreas do cérebro ligadas à linguagem e ao controle das emoções.
     Embora parte da capacidade cerebral de uma criança já esteja determinada na hora em que ela nasce, o ambiente em que vive nos dez primeiros anos contribui decisivamente na formação e manutenção das conexões entre os neurônios. 
     Ou seja, embora a inteligência da criança seja parcialmente determinada ao nascer, as experiências a que é submetida nos primeiros anos indicarão quanto desse potencial será utilizado. 
"Quanto mais a criança for exposta à linguagem falada, escrita, lida ou cantada, maior será sua capacidade verbal e oral ao crescer. Pais que leem ou contam histórias aos filhos que ainda não sabem ler também influenciam positivamente a capacidade da criança de administrar as suas emoções". Diz o neurocirurgião Elson de Araújo Montagno doutor em Medicina pela Universidade de Berlim. 
     A formação das conexões entre os neurônios ocorre das primeiras semanas de gestação até os 10 anos, quando parte delas (as que não foram utilizadas) são eliminadas. 
     Para cada habilidade (raciocínio matemático, visão, linguagem etc.) há um período específico em que as ligações entre os neurônios se formam. Esse período é chamado de "janela da oportunidade".
A janela da linguagem dura do nascimento até os 10 anos. Crianças que só adquirem o hábito de ler após essa idade perdem a melhor oportunidade de maximizar o potencial cerebral com que nascem.
     "É um crime privar a criança da leitura entre 6 e 10 anos. Na verdade, antes mesmo de começarem a falar os pais devem ler ou contar estórias aos filhos", diz Montagno.
     O neurocirurgião recomenda que os pais transformem o hábito de ler em algo prazeroso. "Se a leitura passar a ser uma diversão na família, a criança terá muito mais facilidade em aprender a se concentrar quando estiver na escola". 
     Para que a leitura beneficie o desenvolvimento cerebral de uma criança ela deve se tornar um hábito. Mas não é preciso estipular um número mínimo de livros que a criança deve ler a cada ano. 
     "Cada criança tem seu próprio ritmo. O importante é que ela leia sempre, independentemente da quantidade de livros. Os que estão se alfabetizando gostam de ler a mesma estória várias vezes, até memorizar. Esse é um ótimo exercício, diz. 

Extraído do livro "Prática da Linguagem escrita e oral, Coleção Eu Gosto, de Célia Passos e Zeneide Silva, 5° ano, Companhia Editora Nacional.
O texto é de autoria de Daniela Falcão, extraído do jornal Folha de São Paulo)

     

Calendário 2011 para trabalhar com a turminha!

Clique nas imagens para ampliar e depois salvar.
A anotação das datas, dos fatos importantes, festas escolares,
 é essencial para que a criança se organize, durante todo o ano letivo!












 
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